Após as urnas, Jair Bittencourt e Chico Machado saem em defesa de Bacellar na Alerj

Na primeira sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) após as eleições, os deputados estaduais reeleitos Jair Bittencourt (PL) e Chico Machado (PL) usaram a tribuna, nesta terça-feira (6), para sair em defesa do ex-presidente da Casa Rodrigo Bacellar (União), que está preso desde março. Os dois contestaram uma suposta ligação do político campista com o tráfico de drogas.

Jair afirmou que nunca viu qualquer fato que, na avaliação dele, relacionasse Bacellar ao crime organizado ou ao tráfico. O parlamentar, porém, admitiu a possibilidade de o ex-presidente da Alerj ter cometido obstrução de Justiça ao supostamente ajudar o então deputado TH Joias.

— Eu nunca vi nada que desabonasse o deputado Rodrigo Bacellar no que diz a crime organizado ou tráfico de drogas. […] Para mim, o que ele fez aqui naquele momento, atendendo o deputado TH, pode ter sido uma obstrução de Justiça. Pode ter sido — afirmou Jair.

Bacellar foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025, na Operação Unha e Carne. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas relacionadas à investigação que levou à prisão de TH Joias. Após a Alerj revogar a prisão, Bacellar deixou a cadeia. Em março deste ano, depois de perder o mandato por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também da região Norte Fluminense, Chico Machado fez uma defesa pessoal do ex-presidente da Casa. Disse ser amigo de Bacellar e questionou os elementos que justificariam sua permanência em um presídio federal.

— Eu quero aqui deixar um relato pessoal do presidente Rodrigo Bacellar, que é meu amigo pessoal. Eu sempre falei isso, falei nos momentos mais alegres, mais festivos. […] Eu nunca vi o presidente Rodrigo com qualquer tipo de ligação com qualquer tipo de organização criminosa, Comando Vermelho ou qualquer outra — disse Chico.

O deputado também criticou o STF e classificou como “arbítrios” decisões tomadas contra Bacellar. Segundo Chico, eventuais acusações devem seguir a tramitação legal e respeitar o direito de defesa.