25/09/2026
Na primeira sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) após as eleições, os deputados estaduais reeleitos Jair Bittencourt (PL) e Chico Machado (PL) usaram a tribuna, nesta terça-feira (6), para sair em defesa do ex-presidente da Casa Rodrigo Bacellar (União), que está preso desde março. Os dois contestaram uma suposta ligação do político campista com o tráfico de drogas.
Jair afirmou que nunca viu qualquer fato que, na avaliação dele, relacionasse Bacellar ao crime organizado ou ao tráfico. O parlamentar, porém, admitiu a possibilidade de o ex-presidente da Alerj ter cometido obstrução de Justiça ao supostamente ajudar o então deputado TH Joias.
— Eu nunca vi nada que desabonasse o deputado Rodrigo Bacellar no que diz a crime organizado ou tráfico de drogas. […] Para mim, o que ele fez aqui naquele momento, atendendo o deputado TH, pode ter sido uma obstrução de Justiça. Pode ter sido — afirmou Jair.
Bacellar foi preso pela primeira vez em dezembro de 2025, na Operação Unha e Carne. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas relacionadas à investigação que levou à prisão de TH Joias. Após a Alerj revogar a prisão, Bacellar deixou a cadeia. Em março deste ano, depois de perder o mandato por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), voltou a ser preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também da região Norte Fluminense, Chico Machado fez uma defesa pessoal do ex-presidente da Casa. Disse ser amigo de Bacellar e questionou os elementos que justificariam sua permanência em um presídio federal.
— Eu quero aqui deixar um relato pessoal do presidente Rodrigo Bacellar, que é meu amigo pessoal. Eu sempre falei isso, falei nos momentos mais alegres, mais festivos. […] Eu nunca vi o presidente Rodrigo com qualquer tipo de ligação com qualquer tipo de organização criminosa, Comando Vermelho ou qualquer outra — disse Chico.
O deputado também criticou o STF e classificou como “arbítrios” decisões tomadas contra Bacellar. Segundo Chico, eventuais acusações devem seguir a tramitação legal e respeitar o direito de defesa.