13/09/2026
O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) dedicou o sábado (12) a uma agenda no interior do Rio de Janeiro. Cabo Frio, Macaé, Campos e Itaperuna estiveram no roteiro. Na passagem pela principal cidade da região, o presidenciável, que tinha a seu lado o candidato a governador Douglas Ruas (PL), foi acolhido por militantes já no aeroporto da cidade, por volta das 16h30, e seguiu para uma carreata, que teve grande adesão — além de manifestações populares de apoio por onde passava.
Depois, um comício “relâmpago”, no cruzamento da Princesa Isabel com a Dr. Beda, no qual o número de apoiadores deve ter ficado aquém do esperado, em uma cidade que deu a Jair Bolsonaro, no segundo turno do pleito de 2022, 63% dos votos válidos. A logística, com o tempo corrido entre os eventos (carreata e comício), pode ter sido um dos fatores que prejudicaram a concentração de público.
Ao lado de Flávio e Ruas estavam nomes conhecidos da direita fluminense, como Carlos Jordy, Carlos Portinho e Fillipe Poubel, entre outros políticos que estão na disputa deste ano. Alguns puderam discursar rapidamente, com o presidenciável encerrando o comício.
Com críticas ao presidente Lula (PT), Flávio fez um discurso que agrada ao seu eleitorado mais fiel, também chamado de “eleitor bolsonarista”. Prometeu anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro e endurecer a punição para vários crimes, incluindo furto de celulares e violência contra a mulher. Redução da maioridade penal e castração química também foram prometidas. Outro ponto de destaque foi a flexibilização para a concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) aos 16 anos.
Flávio não falou com a imprensa local. Para além de questionamentos sobre o caso Master, seria importante ouvir a posição do senador e candidato a presidente sobre pautas importantes para a região, como a discussão sobre a partilha dos royalties, com julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal, o preço do pedágio e os investimentos na BR-101, entre outros assuntos. Como ponto positivo, fica o fato de, depois de muitos anos, Campos voltar a entrar na rota de campanha de um presidenciável com potencial para chegar ao segundo turno.
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