PIB per capita de SFI tem maior percentual em cinco anos

São Francisco de Itabapoana (SFI) registrou aumento de 17,6% no Produto Interno Bruto (PIB) per capita em 2023 — o maior percentual nos últimos cinco anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. De acordo com o levantamento, o PIB do município em 2023 foi de R$ 32.8760,17. Em 2022, o índice foi de R$ 28.965,26. Com isso, SFI ficou em 2.542º lugar no ranking de PIBs per capita entre os 5.570 municípios do Brasil.

Com vocação agrícola, a cidade se destaca na produção de abacaxi, mandioca, maracujá e leite. Outro destaque é a silvicultura (manutenção e aproveitamento sustentável das florestas). De acordo com dados da pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVs) de 2024, divulgados este ano pelo IBGE, o município registrou o maior nível estadual no valor de produção da silvicultura — R$ 19,6 milhões.

“SFI fica abaixo dos municípios que são produtores de petróleo, que têm PIB per capita muito alto exatamente por conta das atividades petrolíferas. No entanto, em 2023, houve uma desconcentração do PIB nesses municípios em função da queda do preço do barril de petróleo. Tanto é que, se você tirar os municípios produtores, São Francisco é o município que tem a maior estrutura de riqueza gerada na região Norte Fluminense. Esse crescimento já era esperado, porque a atividade econômica vem melhorando”, pondera o economista Alcimar Chagas.

Alcimar também destaca a importância da atividade informal, que não é registrada no PIB. “Muitas atividades econômicas ainda estão na informalidade e não aparecem no PIB — especialmente na agropecuária, que não são registradas. Esse setor pode contribuir muito para o aumento do PIB e desenvolvimento da economia local. São Francisco tem um potencial de riqueza bastante interessante”, analisa.

O PIB per capita é um indicador econômico que representa o Produto Interno Bruto (PIB) dividido pelo número de habitantes de um município, estado ou país. Ele equivale à média da produção econômica por habitante. O levantamento reúne dados de 5.570 municípios e mostra como a economia brasileira segue altamente concentrada, apesar de sinais de recuperação das capitais após a pandemia.